O que é vitimismo? É o mesmo que "mimimi"?

Você certamente conhece alguém que está sempre reclamando, dizendo como o mundo ou as pessoas são ruins, como nada dá certo para ela, como tal pessoa ou pessoas são culpadas por seu infortúnio... Será isso vitimismo? Será isso aquilo que chamam de “mimimi”?


Pessoas vitimistas são aquelas que não assumem responsabilidade ou culpa pelo o que lhes acontece, não conseguem ver ou entender que, ao menos em parte, elas são responsáveis por aquilo que lhes aconteceu. Elas entendem e sentem que são sempre os outros quem têm responsabilidade pelo o que lhes acontece, não se colocam presente nas situações e como alguém ativo nos fatos.

Já o famoso “mimimi”, ao contrário daquilo que costumam dizer por aí, é quando a dor do outro não lhe toca, ou seja, quando você não se sente comovido ou se dispõe a entender como o outro se sente e, então, chama essa dor de “mimimi”. É uma forma de menosprezar sentimentos alheios.

Está diferença esclarecida, passemos para outra, quando a pessoa de fato é vitima e quando ela está sendo vitimista.


A vítima real é aquela pessoa que sofreu dano ou prejuízo de um fato intencional, como um assalto, agressão ou violência. Ou de um fato natural, como uma chuva intensa, enchente, ventania, ... Ela não tem culpa pelo ocorrido, estava apenas seguindo sua vida normalmente quando algo externo a ela ocorreu e a vitimou.

A pessoa vitimista se coloca e, muitas vezes, realmente acredita ser vítima nas mais diversas situações. Nos relacionamentos, por exemplo, pode culpar o parceiro por algo que ela está sentindo como se ela mesmo não tivesse parte naquilo que sente. Pode se sentir constantemente injustiçada, como se todos e tudo estivessem contra ela e, por isso, só por isso, não consegue alcançar seus objetivos, melhorar de vida ou como pessoa.

Há muitas vantagens em ser vítima, pessoas sempre se solidarizam com quem é vitimado. Pois assim, tem-se atenção das pessoas e tem-se até mesmo aquilo que na realidade era de sua responsabilidade feito pelos outros. Com essa solidarização dos demais, o vitimista segue sem assumir culpa ou responsabilidade sobre si mesmo ou pelo o que faz. Outra vantagem é que sempre recebendo ajuda, o vitimista não precisa se desenvolver, não amadurece e não sei de sua zona de conforto, pois não sente necessidade já que todos ao seu redor acabam incentivando seu comportamento vitimista e fazendo coisas por ele.


O que fazer então? Cortar todas as asinhas do vitimista?



Vale lembrar aqui que a pessoa vitimista do tipo que acredita ser sempre vítima, tem esta característica como parte que seu ser, então, neste caso podemos fazer algo como ensinar a pescar e não só simplesmente dar o peixe ou a vara de pescar. Ensinar a pessoa a ter responsabilidade sobre si mesma e pelo que faz consiste em ter muita paciência e amor para lidar com ela, pois esta mudança pode não ser bem recebida. É importante aqui não se sujeitar aos jogos que ela pode fazer com intenção de que você se responsabilize e faça coisas por ela.

Já com pessoas que se fazem de vítima, é importante não jogar seus joguinhos que muitas vezes pode ser de manipulação para benefício próprio. Não é como se ela não pudesse fazer coisas por si mesmo, é que ela não quer, é mais fácil e agradável ter alguém fazendo coisas por si. Lembre-se que você não estará sendo uma pessoa ruim ao negar ajuda, pois ajuda de verdade não é fazer algo no lugar do outro, mas apoiar e abrir caminhos para ela fazer o que precisa ela mesmo.

Se você se identificou como uma pessoa vitimista, que está sempre pedindo ajuda e colocando a responsabilidade por você nas mãos dos outros, e se quer mudar isto, deve abrir mão das vantagens que ser vitima traz e passar a assumir responsabilidade por si mesmo. Um bom lugar para se começar a aprender a fazer isso é na psicoterapia, lá você pode descobrir o quão capaz você é!

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