Ansiedade e Pandemia


Um dos transtornos mentais que "surgiu" em maior quantidade durante a quarentena é o transtorno de ansiedade.


Eu digo " surgiu", entre aspas, porque a grande parte dos ansiosos atualmente já apresentavam sintomas antes da pandemia, mas nunca pararam para analisar e perceber seu próprio corpo, seus sentimentos e pensamentos.


A ansiedade está mais presente em nossas vidas do que imaginamos. Ela está nos pequenos detalhes, como por exemplo: a apreensão para uma entrevista de emprego, a espera pela pessoa que amamos chegar em casa ou o medo quando achamos que estamos sendo seguidos. Esses são exemplos de comportamentos que todos temos, são respostas do nosso corpo quando estamos apreensivos para que algo aconteça logo ou não aconteça também.

Aí você me pergunta: e quando então a ansiedade se torna um transtorno de ansiedade? Quando ela passa de uma resposta automática do nosso organismo para algo que chega a ser paralisante para alguns, um transtorno de ansiedade?


A ansiedade normal e a patológica ( a doença, transtorno de ansiedade) se diferenciam pela intensidade e pelas limitações que podem causar no dia a dia do indivíduo.

Ideia de insegurança ou falta de controle sobre os acontecimentos do dia ou do futuro durante a pandemia, por exemplo, podem deixar-nos bastante desconfortáveis. Porém, ter transtorno de ansiedade vai muito além da "preocupação excessiva com o futuro", que socialmente, é conhecido.


O transtorno de ansiedade envolve sintomas físicos e cognitivos como palpitação, respiração curta, tremores, dormência , sudorese, aperto no peito, agitação nos membros, pensamentos acelerados, dificuldade de concentração ou comportamentos como auto sabotagem, procrastinação, insônia, impulsividade, perfeccionismo, além de tantos outros.





No dia a dia, principalmente durante a pandemia, o transtorno de ansiedade pode ser visto por exemplo em pessoas que precisam fazer algo fora de casa, mesmo não trabalhando fora, seja compras no supermercado ou ir ao hospital por algum machucado sério. Seja na hora de sair, ou até dias antes, elas já começam a pensar no assunto, ter palpitação, dormência nas extremidades, suor frio, diarreia, insônia, medo desesperador de algo ruim acontecer . Diante desses sintomas, grande parte dos ansiosos vão parar no hospital, por acreditarem que estão morrendo de um ataque cardíaco.


Lembrando que o transtorno de ansiedade é dividido em várias modalidades e cada uma delas tem um gatilho inicial, são elas: Transtorno de ansiedade generalizada, Transtorno de ansiedade de separação, Transtorno de pânico, Agorafobia, Motivo seletivo, Fobia social, Fobias específicas, entre tantos outros.


Saber diagnosticar e explicar a diferença entre ambos é papel do psicólogo.


Por isso, é importante fazer terapia, em casos de ansiedade, ou em qualquer outro caso, onde não se sabe como agir diante dos problemas, para que, junto com o psicólogo, encontre alternativas de resolução dos problemas, sem fugir deles.


Lembre-se de que nem todos os problemas podem ser resolvidos por você e que nem todos serão resolvidos imediatamente.


Salvar o mundo não é sua responsabilidade!


E como eu sempre digo: fazer terapia e buscar ajuda, não te torna mais fraco. É, na verdade, um sinal que você realmente se preocupa consigo mesmo!


Faça algo por você hoje, cuide-se!

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